Resumo direto
O BC Protege+ é um serviço gratuito do Banco Central que informa às instituições financeiras que você não quer abrir novas contas nem ser incluído como titular ou representante naquele momento. Para usar, é preciso entrar no Meu BC com conta gov.br prata ou ouro e verificação em duas etapas. A proteção ajuda a prevenir abertura fraudulenta, mas não fecha contas existentes nem substitui o monitoramento do Registrato.
Fraudes de identidade podem ser usadas para abrir contas, receber dinheiro de outras vítimas ou contratar produtos vinculados a uma conta criada indevidamente. O BC Protege+ acrescenta uma barreira preventiva: com a proteção ativada, bancos e outras instituições obrigadas a consultar o sistema não podem abrir as contas alcançadas pelo serviço nem incluir seu CPF ou CNPJ como titular ou representante até a desativação.
O serviço foi lançado pelo Banco Central em dezembro de 2025 e é gratuito. Em fevereiro de 2026, o órgão informou que a ferramenta havia alcançado um milhão de ativações. O dado mostra adesão, mas não significa proteção automática: cada pessoa precisa ativar o recurso para o próprio CPF ou para a empresa que representa.
O que o BC Protege+ faz
Com a proteção ativada, você comunica ao Sistema Financeiro Nacional que não tem interesse, naquele momento, em:
- abrir nova conta corrente;
- abrir nova conta poupança;
- abrir nova conta de pagamento pré-paga;
- ser incluído como titular nessas contas;
- ser incluído como representante em conta de outra pessoa ou empresa.
Antes da abertura ou inclusão, a instituição deve consultar o sistema. Se a proteção estiver ativa, a operação abrangida não pode prosseguir até que o próprio usuário a desative.
O histórico do serviço também permite verificar quais instituições consultaram o CPF ou CNPJ e qual foi o motivo informado para a consulta.
O que o serviço não faz
O BC Protege+ não deve ser apresentado como um bloqueio universal contra toda fraude financeira. Ele tem escopo definido.
Não fecha contas já abertas
A ativação vale para novas aberturas e inclusões. Uma conta existente continua funcionando. Se você encontrou uma conta desconhecida no Registrato, precisa contestá-la diretamente na instituição.
Não substitui o Registrato
O BC Protege+ tenta prevenir nova abertura. O Relatório de Contas e Relacionamentos, conhecido como CCS e disponível no Registrato, ajuda a verificar instituições com as quais seu CPF tem ou teve vínculo. O Duvide Primeiro explica como saber se abriram uma conta em seu nome. Prevenção e consulta se complementam.
Não vale para toda modalidade de conta
O Banco Central informa que a proteção alcança conta corrente, poupança e conta de pagamento pré-paga. Ela não se aplica a contas destinadas exclusivamente ao pagamento de salários ou benefícios.
Não é bloqueio geral de empréstimos
O serviço pode reduzir o risco de produtos contratados dentro de uma conta fraudulenta que não chegou a ser aberta. Porém, sua finalidade oficial é bloquear a abertura e a inclusão nas contas abrangidas. Continue monitorando relatórios, notificações, cartões e contratos.
Não protege automaticamente dependentes
A proteção é individual e funciona por CPF. Ativar para o responsável não ativa para filhos ou outros dependentes. O Banco Central informa que menor de idade pode usar o serviço por meio do responsável legal, com uma conta gov.br própria do menor que atenda aos requisitos de segurança.
O que você precisa antes de começar
Para pessoa física, é necessário:
- conta gov.br nível prata ou ouro;
- verificação em duas etapas habilitada;
- acesso ao aplicativo gov.br no dispositivo vinculado;
- entrada na área logada do Meu BC.
Para empresa, quem ativa deve estar cadastrado no gov.br como sócio, representante ou colaborador habilitado. A proteção é aplicada ao CNPJ selecionado no serviço.
Não entregue sua senha a contador, despachante, atendente ou familiar. A pessoa autorizada deve usar o próprio acesso e as permissões formais previstas no gov.br.
Como ativar o BC Protege+ passo a passo
1. Proteja primeiro a conta gov.br
Abra o aplicativo gov.br e entre em “Segurança da conta”. Ative a verificação em duas etapas. O código é gerado no aplicativo; não é enviado por SMS, e-mail ou WhatsApp.
Cadastre e mantenha atualizado um meio de recuperação. Antes de trocar ou remover o aplicativo, consulte as orientações oficiais, pois o dispositivo está vinculado à conta.
2. Acesse o Meu BC por endereço oficial
Digite bcb.gov.br/meubc no navegador ou entre pelo serviço “Proteger-se com o BC PROTEGE+” no domínio gov.br. Evite links recebidos em mensagens ou anúncios.
Confira o cadeado do navegador e o domínio. Uma página que imita as cores do governo, mas termina em outro endereço, não é o serviço oficial.
3. Entre com a conta gov.br
Use seu CPF e os mecanismos oficiais de autenticação. Gere o código de duas etapas no aplicativo gov.br. Nunca dite ou envie esse código para alguém que afirma estar ajudando.
4. Abra o BC Protege+
Na página inicial ou no menu lateral do Meu BC, clique em “BC PROTEGE+”. Confirme se o titular exibido é seu CPF ou, no caso de empresa, selecione o CNPJ correto.
5. Ative a proteção
No quadro referente à abertura e inclusão em contas, escolha “Ativar a proteção” e confirme. Aguarde a mensagem de ativação concluída.
Não é necessário pagar. O serviço oficial é gratuito e a ativação é imediata.
6. Guarde o registro
Abra o “Histórico de ativações” e confira data e horário. Se desejar, imprima ou salve o histórico em local seguro. Ele pode ajudar a demonstrar quando a proteção estava vigente.
7. Consulte o histórico de pesquisas
Em “Histórico de consultas”, veja quais instituições verificaram o CPF ou CNPJ e o motivo informado. Uma consulta não prova fraude, mas uma instituição desconhecida merece confirmação por canal oficial.
Não publique o histórico em redes sociais. Ele contém informação financeira e pode expor seus relacionamentos.
Quero abrir uma conta: como desativar com segurança
Você mantém o controle da proteção. Quando quiser abrir uma conta:
- entre no Meu BC pelo endereço oficial;
- abra o BC Protege+;
- escolha desativar a proteção;
- defina se a desativação será por tempo indeterminado ou até uma data de reativação;
- conclua a abertura diretamente com a instituição escolhida;
- reative a proteção depois, se ela não voltar automaticamente na data programada.
Evite manter a proteção desativada por mais tempo que o necessário. Antes de começar, confirme que a instituição está pronta para processar a abertura.
Um suposto funcionário não precisa da sua senha para “liberar o CPF”. A desativação deve ser feita por você no Meu BC.
Uma instituição consultou meu CPF: isso é fraude?
Não necessariamente. A consulta pode estar ligada a uma abertura solicitada por você, inclusão empresarial ou procedimento legítimo. Compare data, instituição e motivo com suas ações recentes.
Se você não reconhece a tentativa:
- mantenha a proteção ativada;
- salve o histórico da consulta;
- localize o site oficial da instituição;
- pergunte se houve proposta, cadastro ou tentativa de abertura;
- solicite bloqueio preventivo e protocolo;
- proteja e-mail, telefone e conta gov.br;
- monitore o Registrato.
Não ligue para número que chegou junto com a suposta proposta. Procure o contato de forma independente.
Abriram uma conta mesmo com a proteção ativa
O Banco Central orienta que, se uma conta for aberta apesar da proteção, o cidadão comunique a ouvidoria da instituição e solicite o tratamento do problema. Faça isso sem adiar outras medidas de segurança.
Passo 1: preserve o histórico
Salve o histórico de ativações e de consultas do BC Protege+. Registre a data em que descobriu a conta e como recebeu a informação.
Passo 2: consulte o CCS no Registrato
Gere o Relatório de Contas e Relacionamentos. Ele mostra a instituição e as datas do vínculo, mas não apresenta saldo nem número completo. Use-o como ponto de partida.
Passo 3: contate a instituição
Peça bloqueio imediato, investigação, identificação dos produtos vinculados, cópia dos dados de abertura e encerramento quando cabível. Pergunte se houve Pix, cartão, empréstimo ou movimentação. Guarde os protocolos.
Passo 4: acione a ouvidoria e os canais externos
Se o atendimento não resolver, use a ouvidoria. Conforme o caso, registre reclamação no Banco Central, Consumidor.gov.br ou Procon. O guia onde reclamar: Procon, Consumidor.gov.br ou Banco Central ajuda a escolher o canal. O Banco Central supervisiona instituições, mas não encerra individualmente a conta nem decide cada pedido de indenização.
Passo 5: registre a ocorrência quando houver fraude
Se houve uso de identidade, movimentação, dívida, cartão ou prejuízo, procure a Polícia Civil. Use a delegacia eletrônica disponível para o estado ou atendimento presencial. Organize relatório, protocolos, mensagens e comprovantes seguindo cuidados de preservação de provas digitais.
Passo 6: monitore a correção
Peça confirmação escrita do bloqueio e do encerramento. Consulte novamente o CCS após o prazo de atualização. Não presuma que um protocolo significa solução concluída.
BC Protege+ e Registrato: qual é a diferença?
| Serviço | Função principal | Quando usar |
|---|---|---|
| BC Protege+ | Impedir novas contas e novas inclusões abrangidas enquanto a proteção estiver ativa | Antes de haver fraude ou durante período em que você não pretende abrir conta |
| Registrato/CCS | Mostrar instituições com as quais o CPF ou CNPJ possui ou possuiu relacionamento informado ao Banco Central | Para identificar vínculo desconhecido e acompanhar encerramento |
| Histórico do BC Protege+ | Mostrar ativações, desativações e consultas feitas pelas instituições | Para verificar tentativas e documentar quando a proteção estava ativa |
O melhor uso é combinado: proteção ativa para reduzir o risco e consultas periódicas, sem excesso, para identificar irregularidades.
Cuidados com falsos serviços de proteção
O lançamento de uma ferramenta oficial também pode gerar páginas falsas que prometem “blindar o CPF”. Lembre-se:
- o BC Protege+ é gratuito;
- o acesso ocorre no Meu BC com conta gov.br;
- não existe ativação por Pix;
- não é necessário enviar senha ou código a atendente;
- não instale aplicativo indicado por mensagem;
- não pague certificado, selo ou mensalidade para manter a proteção;
- ninguém precisa compartilhar sua tela para ativar o serviço.
Digite o endereço oficial. A mesma cautela usada para proteger o CPF deve ser aplicada ao acesso à ferramenta.
Em resumo
- O BC Protege+ bloqueia novas contas abrangidas e inclusões enquanto estiver ativo.
- O serviço é gratuito e fica na área logada do Meu BC.
- É necessária conta gov.br prata ou ouro com verificação em duas etapas.
- A proteção não fecha contas existentes e não substitui o Registrato.
- Contas exclusivamente de salário ou benefício não são abrangidas.
- Consulte históricos de ativações e de pesquisas sem divulgar os documentos.
- Para abrir conta, desative por tempo controlado e reative depois.
- Se surgir conta desconhecida, contate a instituição, use a ouvidoria, preserve provas e acione os canais adequados.
Perguntas frequentes
O BC Protege+ é gratuito?
Sim. O Banco Central e o Portal Gov.br informam que a ativação, desativação e consulta são gratuitas.
Preciso ter conta gov.br ouro?
Pode ser prata ou ouro, desde que a verificação em duas etapas esteja habilitada.
O serviço bloqueia uma conta que já existe?
Não. Ele atua na abertura de novas contas e na inclusão como titular ou representante. Conta existente deve ser tratada diretamente com a instituição.
Posso abrir conta depois de ativar a proteção?
Sim. Entre no Meu BC e desative temporariamente ou por tempo indeterminado. Depois da abertura, reative a proteção.
O BC Protege+ impede todo empréstimo no meu CPF?
Não trate o serviço como bloqueio geral de crédito. Seu escopo oficial é a abertura e inclusão nas contas abrangidas. Continue monitorando contratos, notificações e relatórios.
Ativar no meu CPF protege meus filhos?
Não. A proteção é individual. O Banco Central informa que cada menor precisa de conta gov.br própria que cumpra os requisitos, acessada com a participação do responsável legal.
Aviso educativo
Este guia é educativo e descreve o serviço conforme informações oficiais consultadas em 28 de agosto de 2026. O BC Protege+ reduz um tipo específico de risco, mas não impede toda fraude nem garante reparação. Diante de conta, dívida ou movimentação desconhecida, procure imediatamente a instituição e os canais competentes.
Fontes externas verificadas
- Portal Gov.br / Banco Central do Brasil. Proteger-se com o BC PROTEGE+. Última modificação informada: 27/01/2026. Acesso em 28/08/2026.
- Banco Central do Brasil. BC lança serviço contra fraudes com uso de identidade falsa no Sistema Financeiro Nacional. Publicado em 01/12/2025. Acesso em 28/08/2026.
- Banco Central do Brasil. Perguntas frequentes sobre o BC Protege+. Acesso em 28/08/2026.
- Banco Central do Brasil. BC Protege+ alcança 1 milhão de ativações. Publicado em 20/02/2026. Acesso em 28/08/2026.
- Banco Central do Brasil. Registrato. Acesso em 28/08/2026.
- Governo Digital. Ativar a verificação em duas etapas da conta gov.br. Acesso em 28/08/2026.

